Segurança Pública no Rio de Janeiro
CRÔNICA: Política 1
Segurança Pública no Rio de Janeiro
Por Comendador Cesar A Salgueiro
Resta irrefutável a incapacidade do Estado de confrontar as facções criminosas no Brasil, um cenário que adquire contornos ainda mais dramáticos no Rio de Janeiro. A corrupção endêmica, aliada ao flagrante sucateamento do aparato policial, converteu o cidadão de bem em um verdadeiro refém da violência.
Embora o discurso oficial propague o uso da inteligência para asfixiar financeiramente o narcotráfico, a realidade nas ruas impõe um contraste cruel: cidadãos, que arcam com uma carga tributária exorbitante, são diuturnamente assaltados e assassinados. Os algozes, frequentemente a bordo de motocicletas roubadas e desprovidas de identificação, agem à luz do dia e em qualquer região da cidade. A corporação policial, por sua vez, carece da estrutura elementar para fiscalizar e combater essa modalidade criminosa, na qual o veículo de duas rodas se tornou um verdadeiro passaporte para a delinquência e a impunidade.
Agrava-se a conjuntura o agudo déficit carcerário. A escassez de vagas no sistema prisional resulta na liberação sistemática de delinquentes, muitas vezes submetidos a medidas paliativas, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Indivíduos com extenso prontuário criminal retornam às ruas, reincidindo implacavelmente nos mesmos delitos.
Em suma, mesmo sem esgotar todas as crônicas fragilidades da nossa segurança pública, a conclusão que se impõe é desoladora: o horizonte para o cidadão de bem neste país, e de modo muito particular no estado do Rio de Janeiro, afigura-se irremediavelmente obscuro e trágico.
(Foto: Shutterstock)
🌺
Comentários
Postar um comentário