Entre a Dor e o Renascer
Entre a Dor e o Renascer
Por Comendador Cesar A Salgueiro
Ninguém acorda querendo a dor. Ninguém gosta de expor as vulnerabilidades da essência ou admitir que o fardo, às vezes, pesa mais do que as pernas podem suportar.
Na vida moderna, fomos ensinados a aplaudir apenas a força, o lucro e a vitória, escondendo as doenças invisíveis e o cansaço que a busca incessante por poder e fama nos impõe.
Mas o corpo grita. 🗣️
Hoje, meu corpo pede pausa. Talvez seja o "inferno astral" batendo à porta, anunciando que o meu ano pessoal está terminando para que outro comece. Não importa o diagnóstico exato agora; o que importa é a compreensão de que somos todos sobreviventes dessa modernidade frenética.
Entender nossas fragilidades não é um ato de derrota, mas de estratégia. É preciso aceitar a pausa para conseguir corrigir a rota. É no silêncio do quarto escuro que percebemos: só quem admite que algo se quebrou pode reconstruir. 🧱
Eu não desisto. Encaro este momento não como um fim, mas como um canteiro de obras. Estou na fase de limpeza dos escombros, preparando o terreno para o novo ciclo. Sei que os próximos dias pedem ânimo, saúde e uma alegria que não seja fingida, mas conquistada através do autocuidado. 🌿
A vida segue enquanto houver fôlego. E enquanto houver fôlego, haverá espaço para a gratidão:
• Agradeço pela dor, que me ensina a valorizar o alívio.
• Agradeço pelo cansaço, que me mostra a necessidade do repouso.
No fim, tudo — do êxtase ao sofrimento — é o que compõe a grandiosidade de estar vivo. Que o novo ciclo venha. Estou pronto para o brinde, mas antes, estou em paz com o meu silêncio. 🥂
Que venham os meus 72 anos de vidas passadas e que eles tenham me preparado para as próximas novas vidas que virão. ✨
🌺
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