O ARQUITETO DE LABIRINTOS
Por: Comendador Cesar A Salgueiro
Dizem que a vida é um projeto de engenharia, com fundações sólidas e prazos de validade. Mas eu nunca fui de plantas ou cronogramas.
Enquanto o mundo se ocupa em medir a longevidade e empilhar anos como se fossem troféus, eu me ocupo em gastar os meus com o que me faz vibrar.
Não me ligo em regras padronizadas; elas me sufocam o improviso.
Minha trajetória não é uma linha reta, é um labirinto. E o detalhe é que eu nunca tentei achar a saída. Pelo contrário, eu me jogo nas curvas sem nunca ter planejado o próximo passo.
Existe uma beleza bruta em se perder por escolha própria. Se há riscos, que sejam meus. Prefiro a solitude não por falta de afeto, mas por excesso de zelo: meu caos é particular, e eu não aceito o peso de colocar ninguém na minha linha de frente.
Dizem que é preciso saber as regras para jogar o jogo. Eu discordo. Eu me sinto resolvido justamente por não saber de nada, deixando apenas que as minhas manias ditem o norte. Se tudo der certo, ganho um dia bom. Se der errado, ganho um aprendizado. No fim, o que sobra é a saúde de quem viveu de verdade, sem nunca ter se escondido atrás de um manual. 🌺
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