O Luxo de Abrir os Olhos
O Luxo de Abrir os Olhos
Por Comendador Cesar A Salgueiro
Às vezes, a gente passa a vida correndo atrás de uma felicidade que tem etiqueta de preço, prazo de validade e um brilho que some na primeira chuva.
A gente projeta a alegria no "quando": quando eu comprar, quando eu viajar, quando eu chegar lá. Mas, ultimamente, tenho percebido que o "lá" é aqui e o "quando" é agora.
Não existe espetáculo mais grandioso — e mais gratuito — do que o de acordar.
Abrir a janela e dar de cara com a criação é o meu primeiro ritual de luxo.
Olhar para a natureza não é apenas ver árvores ou o céu; é ler a assinatura de Deus em cada detalhe. É sentir que, enquanto o mundo se descabela por coisas palpáveis que o tempo consome, a verdadeira riqueza está no que é invisível aos olhos, mas gigante no peito.
A felicidade não mora no que a gente acumula, mas na gratidão pelo que a gente já recebeu antes mesmo de pedir: o fôlego, o amanhecer e essa presença divina que aquece por dentro.
Hoje, minha meta é simples: continuar sentindo Deus em cada fresta de sol e entender que estar vivo e presente já é o maior sucesso que eu poderia alcançar.
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