O POEMA: MANIAS E CURVAS
O POEMA: MANIAS E CURVAS
Não me tragam réguas, nem padrões,
Eu não me meço por anos ou gerações.
Meu tempo não é espera, é mergulho,
Viver bem é o meu único orgulho.
Trilhei labirintos de peito aberto,
Sem mapa, sem guia, no rumo incerto.
Nunca escolhi a próxima curva,
Se o sol brilhava ou se a vista era turva.
Gosto da solitude, desse meu chão,
Para não dar ao outro o risco da mão.
Se houver perigo, que seja só meu,
No altar do destino, o aprendizado sou eu.
Resolvido no plano, sem nada saber,
Deixo as regras do mundo para quem quer prever.
Mando nas manias que o peito sustenta,
Pois é só quem se joga que a vida experimenta.
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