O Ofício de Amar os Dias
Ofício de Amar os Dias
Por Comendador Cesar A Salgueiro
Dizem que a felicidade é um horizonte distante, algo que se alcança apenas após grandes conquistas ou em datas marcadas no calendário.
Mas, para quem aprendeu a ler a poesia do cotidiano, a felicidade não é um evento; é um estado de presença. É o que acontece quando decidimos, simplesmente, amar o dia que passamos em vida.
Amar o sol é fácil — ele nos aquece e doura a pele. Mas amar a chuva requer uma sabedoria mais profunda, a compreensão de que a terra precisa beber para que o verde continue vivo.
E a brisa? A brisa é o carinho invisível do mundo, aquele lembrete sutil de que estamos respirando e que, enquanto houver ar, haverá possibilidade.
Existe um refúgio sagrado nesse rastro de gratidão: a minha varanda.
É aqui, entre o movimento da rua e o silêncio do lar, que o cronista da própria vida se senta para observar. Na minha varanda, o tempo desacelera. É o lugar de ver o mundo passar sem a pressa de ser protagonista de tudo, apenas sendo testemunha da beleza de estar vivo.
O Sábado à Tarde, tem aquele peso leve, o gosto de descanso merecido e o sol que começa a baixar, pintando tudo de dourado. É o momento em que a alma suspira: "Eu cheguei até aqui".
O Domingo de Manhã, é o silêncio mais limpo da semana. O café parece ter outro aroma e a luz que entra pela janela não pede licença, pede celebração.
Muitos vivem esperando a sexta-feira como quem espera por um resgate. Mas quem ama todos os dias da semana subverte o sistema. Transforma a segunda-feira em recomeço e a quarta-feira em persistência. Não há dia "útil" ou "inútil"; todos são fragmentos de uma existência que merece ser honrada.
Viver assim, amando cada nuance do tempo, é a forma mais bonita de dizer "obrigado". É entender que a vida não é o que acontece nos intervalos, mas sim cada segundo que decidimos habitar com o coração aberto.
Que a minha varanda continue sendo esse palco de luz e que o meu amor pela vida continue transbordando assim. 🌺
Amar o sol é fácil — ele nos aquece e doura a pele. Mas amar a chuva requer uma sabedoria mais profunda, a compreensão de que a terra precisa beber para que o verde continue vivo.
E a brisa? A brisa é o carinho invisível do mundo, aquele lembrete sutil de que estamos respirando e que, enquanto houver ar, haverá possibilidade.
Existe um refúgio sagrado nesse rastro de gratidão: a minha varanda.
É aqui, entre o movimento da rua e o silêncio do lar, que o cronista da própria vida se senta para observar. Na minha varanda, o tempo desacelera. É o lugar de ver o mundo passar sem a pressa de ser protagonista de tudo, apenas sendo testemunha da beleza de estar vivo.
O Sábado à Tarde, tem aquele peso leve, o gosto de descanso merecido e o sol que começa a baixar, pintando tudo de dourado. É o momento em que a alma suspira: "Eu cheguei até aqui".
O Domingo de Manhã, é o silêncio mais limpo da semana. O café parece ter outro aroma e a luz que entra pela janela não pede licença, pede celebração.
Muitos vivem esperando a sexta-feira como quem espera por um resgate. Mas quem ama todos os dias da semana subverte o sistema. Transforma a segunda-feira em recomeço e a quarta-feira em persistência. Não há dia "útil" ou "inútil"; todos são fragmentos de uma existência que merece ser honrada.
Viver assim, amando cada nuance do tempo, é a forma mais bonita de dizer "obrigado". É entender que a vida não é o que acontece nos intervalos, mas sim cada segundo que decidimos habitar com o coração aberto.
Que a minha varanda continue sendo esse palco de luz e que o meu amor pela vida continue transbordando assim. 🌺
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