Onde foi parar a doçura dos cabelos brancos?
Onde foi parar a doçura dos cabelos brancos?
Por Comendador Cesar A Salgueiro
Sempre crescemos ouvindo que a velhice traz a sabedoria. Imaginamos que, com o passar das décadas, as arestas da alma se suavizam e o coração aprende a filtrar o que é realmente essencial.
Mas, às vezes, o que encontramos é o oposto: o "coice" gratuito e a palavra amarga saindo da boca de quem deveria ser mestre na arte da tolerância.
É chocante presenciar uma pessoa, especialmente alguém que já atravessou seis décadas de vida, distribuindo durezas e vociferando contra o próximo sem motivo algum.
Fico me perguntando: que tipo de legado estamos deixando? O que os jovens aprendem ao observar esse comportamento cruel vindo de quem deveria ser o porto seguro da compreensão e da boa educação?
A idade não deveria ser um salvo-conduto para a amargura. Pelo contrário, quem já viveu muito sabe — ou deveria saber — o poder curativo de uma palavra doce e o estrago que um insulto pode causar.
Se aqueles que já percorreram quase todo o caminho não aprenderam o valor da gentileza, que esperança resta para quem está apenas começando?
Que a gente não se perca no fel, não importa quantos anos a vida nos dê. O mundo já é duro demais; que sejamos nós o alento, e nunca o espinho. 🌺

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