O Meu Amor

 


O Meu Amor 

Por Comendador Cesar A Salgueiro 


Não tem amor sem dor. Amor sem dor não é amor.
O amor dói, e como dói!
Quem já viveu um ou mais amores sabe do que estou falando. A dor do amor dói mais que dor de dente.

Ele começa devagarinho, vai crescendo e, de repente, lá está o lado perigoso dele: o verdadeiro amor. O amor que desmonta trajetórias, que transforma o bem no mal, que escurece a visão, que enlouquece o mais manso dos homens.

Me conta uma história de amor sem dor e eu te digo que não foi amor.
Os seres humanos nascem condenados a morrer de amor, ou a se deixarem morrer em nome dele.
O amor não é herói e não é vilão; o amor só é… 

Como explicá-lo?

O amor que trago trancado em mim, louco para extravasar, esse amor me dá medo. É um amor desmedido, que só me deixa, e aos outros, seguro se permanecer como está: inquieto, preso no mesmo lugar.
Soltá-lo não é opção libertária; soltá-lo é colocar a sociedade em risco. Ai de quem cruzar o seu caminho.

O amor contido em mim vive aliado ao ciúme, ao medo, à insegurança, ao ódio e à possessividade. É um criminoso revolucionário, suicida e transgressor.
Ele esteve solto em diversas oportunidades e voltou correndo, por livre e espontânea vontade, para o cárcere dentro de mim.

É onde ele vai ficar, é onde ele é mais bonito. O mundo fica mais colorido com ele prisioneiro.
Quer saber? Eu amo tanto, mas tanto, que não o quero por aí fazendo concorrência. O lugar dele é onde ele está: no meu fígado, no meu estômago, nos meus pulmões, na minha cabeça, no meu coração.

Não, nada me fará soltá-lo, e tenho dito.

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