Uma viagem para exterior
Crônica:
Uma viagem para exterior
Por: Comendador Cesar A Salgueiro
Eu nunca fui homem de grandes pretensões; viajar para o exterior, então, era algo que sequer passava pela minha cabeça. Sempre preferi ficar perto de casa, da minha cama, do meu próprio aconchego.
Mas, no ano 2000, surgiu a oportunidade de conhecer Cancún. O destino estava no auge, não se falava em outra coisa a não ser nas maravilhas das praias do Caribe.
Com muito esforço, embarquei rumo ao México. Duas horas de viagem sobre o oceano, espremido em uma poltrona central, bem no meio da fileira, com passageiros fumando por todos os cantos. Naquela época, vale lembrar, o fumo a bordo ainda era liberado. Foi um trauma inesquecível; até hoje me lembro do mal-estar que senti durante todo o trajeto.
Ao chegar a Cancún, porém, e após me recuperar do jet lag, a recompensa foi maravilhosa. O lugar é de uma beleza indescritível. As praias são paradisíacas, o povo mexicano é cativante, e as novidades fizeram valer cada minuto daquele voo castigante.
De dia, muito sol e mar; à noite, passeios desenhados sob medida para encantar os turistas. Cancún é um verdadeiro cenário de cinema e televisão. Foi pura diversão.
O problema foi na hora de voltar. Depois de sete dias de agito intenso, o terror do voo de ida voltou a assombrar: o tempo morto, a fumaça de cigarro, o aperto e o desconforto. Deu até vontade de pedir cidadania mexicana e ficar por lá, só para escapar da viagem de regresso.
A sorte, contudo, sorriu para mim naquele dia. Consegui uma poltrona dupla, na fila lateral, em uma área de não fumantes. Tomei logo dois Dramins e apaguei. Só fui abrir os olhos no saguão do Aeroporto Internacional do Galeão.
🌺
Comentários
Postar um comentário