Se…
Se…
Por Comendador Cesar A Salgueiro
E se eu pudesse trazer a minha mãe para o mundo de hoje, apenas para darmos um passeio, assim como ela fazia com o meu pai quando ainda eram jovens?
Ou, quem sabe, se eu pudesse me transportar para o tempo em que, ainda jovem, ela caminhava com o meu pai pelas ruas do Passeio Público.
Seria, sem dúvida, menos traumático para ela me encontrar em seu mundo do que no meu.
Aquele era um tempo em que as pessoas se respeitavam, onde a violência era próxima a zero. No meu mundo atual, é a paz que beira o zero, e tamanha brutalidade certamente a deixaria angustiada.
Mas… e se… e se eu usasse a Inteligência Artificial para cruzar esses mundos? Como explicar um filho de 72 anos caminhando ao lado de sua mãe de 36?
É exatamente isso que gosto de explorar nesse avanço da tecnologia: misturar as coisas, sacudir a poeira estática do tempo, libertar-me da preocupação com a lógica e desafiar o mundo dos ‘Ses’, essa ponte ilimitada entre o real e o possível. Desafiar o impacto psicológico e racional que reside na abertura para infinitas possibilidades.
Assim eu sou, assim penso e assim fiz. Hoje, Dia das Mães do ano de 2026, estou abraçado à minha mãe, passeando pelos fascinantes caminhos da imaginação — eu com 72 e ela com 36. O lugar? Qualquer um que caiba na capacidade de cada indivíduo de aceitar como possivelmente real.
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