Minhas Memórias - Capitulo 33
Capítulo 33 – O Chão da Oposição A ameaça física que sofri após a assembleia não me intimidou; ela acendeu um propósito. Aquele dia marcou o fim da minha tolerância com a velha política sindical, que era personalista e fechada. Eu sabia que, para mudar a essência do movimento, eu precisava ir além dos convênios e das orientações previdenciárias: eu precisava entrar na disputa. A notícia do confronto no Rio de Janeiro se espalhou como um rastilho de pólvora, não apenas na capital, mas principalmente no interior, onde minha atuação com os convênios e a ajuda aos novos concursados já havia me dado uma base de confiança. O que eu não esperava era a reação imediata de alguns colegas da capital que também estavam insatisfeitos com os rumos da direção. Eles não tinham a coragem, ou talvez o histórico, para se levantar na assembleia, mas viram em mim a voz que precisavam. Formamos um grupo inicial de cinco pessoas: três da capital, um de Niterói e eu, representando o interior. O objetivo...